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domingo, 21 de junho de 2015

Magia celta



Madrugada
O frio me faz pensar. O mundo celta. A neve a fogueira. Mulheres solitárias e estrelas. O silêncio no ar e a saudade. Um mundo de mulheres e crianças. Maridos e namorados longe, em batalhas. No calor, tudo é mais fácil. As canções ecoam nas montanhas, misturando ao rugido do mar. Mesmo sem amar, os corpos estão satisfeitos e cansados pelas plantações, e os celeiros logo estarão repletos, e os deuses felizes. Mas no inverno o mal anda pelos vales e montanhas, e o escuro da noite traz o mal nas mentes, e o medo ronda as casas. Crianças caladas buscando o calor dos mais velhos, que contam as lendas guerreiras. E no silêncio nasce a canção que fala da volta dos guerreiros que encheram a vila de risos e festas. Momentos de promessas aos deuses da guerra e a mãe terra. Os ventres secos, e o leite jorrando nos seios, onde as crianças que nasceram no final da primavera saciam a fome, saboreando o elixir da vida. Algumas não sobreviverão. Mas existe a esperança de ouvir os sons amados, e o relinchar dos cavalos, latidos dos cães quando os homens estão chegando. Sons que enchem a vida de sorrisos e esperanças. A dúvida se ainda terão de volta seus amores. Sobreviveram a batalha, ou sumiram para a morada dos deuses? A velha senhora mãe de muitos está calada olhando o fogo. Começa a revirar as cinzas, e o silêncio se torna pesado. Grunhidos soltos no ar, vindo do fundo da mente. A velha sacode as mãos e geme. As crianças encolhem, buscando as mãos de suas mães; elas sabem que algo está acontecendo. Corações acelerados, esperando a voz da pitonisa que olha as cinzas. A cabeça tomba para a esquerda, e lágrimas escorrem de seus olhos. Levanta e se dirige à nora mais nova, quase uma criança, que a olha com seus olhos cor de anil. Inocência, expectativa, e dor. Dor da dúvida, esperando o que virá. A mãe da velha toca seu ventre e suspira. Abraça a menina e exclama. As mulheres escutam em silêncio o que a mulher sopra aos ouvidos, com murmúrios sofridos. “Seja forte filha, seu futuro chega com sons dos cavalos. Sua vida não mais será na terra de seus pais, nem dos nossos deuses. Irá para a terra sem água salgada, e não voltarás. Mas seu filho retornará a esta casa, e será abençoado e grande, mas não será filho do homem que ama. Tempos de noites chegaram, e os que conhece não mais verás. Toma meu colar e usa, e quando chegar a hora, dê a quem de direito deverá usar”. A menina mulher, estarrecida e trêmula, toma e coloca o colar de couro com patuás e símbolos, e o carrega em cima de seu coração... Tantos anos se passaram, e ela continua a usar o colar. Olha seus filhos nascidos tão longes do lar. Cercados por pessoas e um mundo desconhecido. Sabe que não voltará à terra amada. Chama o filho mais velho, e nesta noite, conta seu destino, e o manda de volta para seu povo, com o colar no pescoço. Lágrimas salgadas sente em sua boca, gosto do mar. Reclina sua cabeça, e adormece. Vê seu amado estendendo-lhe a mão, e a levando para a terra de seus antepassados, onde o riso e os seus a esperam. A primavera cobre os bosques e o som de gaitas chega aos ouvidos. Os deuses estão sorrindo. Ainda hoje vejo aqueles olhos azuis, cor de anil. Continuam a me olhar...

Dione Fonseca
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Desabafo


Desabafo

Escritores que não suportam ideias contrárias às suas não têm visão de comportamentos e nem opiniões alheias, apenas deletam o comentário. Não respeitam. Apenas aceitam que massageiem seus egos narcisistas. Críticas são construtivas, e levam a pensar em opções. Palavras ofensivas em textos não estão liberadas, porque é fictício ou não. São apenas aceitáveis quando trazem uma mensagem positiva no final. Deficientes não são motivos de piadas de mau gosto. Um escritor deve conhecer as palavras permitidas ou não. Por exemplo: a palavra “cego”, hoje é considerada ofensiva. Escreve-se “deficiente visual”, com baixa visão ou não. “Síndrome de Down” não existe. É “Down”. “Louco” também não existe. Nos referimos a deficientes como pessoas com necessidades especiais. Procurem ler e se informar. Chega de bullying. Dione Fonseca.
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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Perfeição



Perfeição
 Perfeição é o violinista  afinando as cordas de um violino
 Que tange com o arco sons maravilhosos que emocionam
 Que provocam na pele e coração  a emoção que os ouvidos captam.
Musica que ecoa no ar ocupando o espaço com  ternura
Melodia  que invade os sentidos elevando a alma ao infinito.
 Que ressoa dentro do ser embevecido e repleto de êxtase profundo.
 Que faz os amantes sonharem com o calor  do abraço amado e desejado.
 Que eleva o ser a espaços jamais imaginados  em meio a gemidos ternos e insanos toques .
O toque das cordas do arco que fere as cordas do instrumento.
Fazendo  que gema  ou cante sons angelicais nascidos no âmago  do ser.
Apaixonados e sofridos ou sonhadores e alegres  exprimem o prazer dolorido da saudade. .
 Como o amado,  tira  ecos da alma de sua amada que em seus braços   chora de prazer.
Entram em êxtase profundo maestro e publico em profanas sensações  reservadas a imortais.
Deuses  descem do limbo trazendo a ambrosia que servem aos humanos que saciados sonham
Não  conseguem esquecer a sensação de terem tocados pelo  paraíso acabando    escravos.
 Da mão que toca a essência do ser de meros mortais  por algum tempo  embevecidos.
O som ouvido em suas mentes ressoando, suscitando o   desejo de sentir novamente a melodia da vida.
 Nasce no intimo o desejo de voltar ao paraíso e suspira a alma pelo horizonte almejado.
Sabe que a mão que empunhou o arco pode tocar a melodia que sua alma canta e espera.
Momentos  que voltarão  a ser realidade na perfeição de encontros  de sonatas  no palco da vida
Dione Fonseca
17- 06—2015


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Tem dias que ficamos parados, como se tudo silencia se ao nosso redor. Ouvimos o sim do nada e o ar pesando no ser.



Tem dias que ficamos parados, como se tudo silencia se  ao nosso redor. Ouvimos o sim do nada e o ar pesando no ser.
A angústia toma conta do ser. Apatia, e depressão e as lagrimas.    Que falta de discernimento. Dias lindos cheios de paz e encantos que passamos. Ao temos que separar de quem nos faz bem e lamentamos.  O o silencio a meditação e descobrimos o quanto somos felizes em viver dias lindos e encantadores com momentos eternos que nos enchera de alegria  ai relembrarmos e que novos e encantadores momentos  acontecerão.
 Agradecer e louvar pelo que tivemos e pelo que teremos.  É bom avaliar a felicidade e valorizar momentos lindos e agradecer sempre.
 E hoje mesmo tendo saudades  agradeço pelo muito  e por tudo que vivo e viverei.
 Louvado seja o Eterno que envia anjos e bálsamos a nossas vidas.

Dione Fonseca
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A saudade do sentir.

 A saudade do sentir. A saudade do sentir.

A saudade do sentir.

Escrevi ontem : Te procuro. Toco teu rosto e minhas mãos contornam o nada. Memórias, saudade. Vontade de sentir teu toque, teu calor. Que de tuas mãos passavam para as minhas, tirando meu gelo e aquecendo meu corpo. A saudade do sentir. A doce sensação do estar. A ternura envolvendo que vem de você pra mim. Em minha memória a recordação do afeto , do querer, da química, fusão. O completar de dois se tornando um. Só quem ama pode lembrar. E novamente sentir. Porém a lembrança traz saudade que invade todos os sentidos . O gosto, o tato seu semblante, seu cheiro. Quase posso materializa lo de tão forte é a saudade.Silêncio (...) Procura , espera... Solidão... saudade doida...Eu fico aqui penando nesta saudade que persiste sem eu ter como matá-la. A vida é dolorida quando se ama. Não tenho como matar esta saudade, esta vontade de ver, de tocar, de sentir. Já não tenho horizonte... A vida parou, a terra não gira, o sol não aquece. Não sei o que fazer , não vejo como matar esta saudade . Minha respiração está lenta ,minhas mãos estão geladas, meu coração sofre... Mãos atadas pelo destino, meus pés estão presos, minhas azas estão cortadas. Minha imaginação não existe mais, se perdeu na teia da vida. Já não sonho, estou acordada vendo a realidade que um dia me pareceu ser doce, mas hoje não é mais que fel. A distância dos dias que custam a passar, a noite que vem mansamente trazendo doces recordações de um amor distante, de um amor saudade. Amor desejo, amor paz. Amor alegria das recordações felizes que busco em minha mente e revivo novamente, querendo novamente ter. E a dor toma conta do meu eu pela incapacidade do real... Mãos atadas, grilhões do destino. Coração que soluça . Alma que busca presença esperada.
Dione Fonseca ( Mamuzinha)


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sábado, 9 de maio de 2015

Sonhando e escrevendo: Em minha alma eu carrego

Sonhando e escrevendo: Em minha alma eu carrego: Em minha alma eu carrego Talvez assim entenda minha maneira de ser. Se ler minha alma então saberá o que sinto Que em minha ... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mãe


Mãe
Canto a beleza das mães
Por seu coração e mente
Seu mundo se resume em amor
Sofridas e vitoriosas guerreiras.
Garis e doutoras, a mesma essência.
Seu nome é dedicação e doação
Tesouro e guardião da humanidade
Mãe do sábio e do incapaz
Em seu coração, semente de fé
Sua medalha é o sorriso recebido
No brilho do olhar dos filhos
Que ao mirar sua face, se enternece.
Seu desejo, a felicidade e a paz
Realizada nas pequenas conquistas
Ao Eterno, a prece e o louvor.
No final de cada dia,
Aos filhos abençoa
E a proteção dos anjos invoca
Adormecendo no cansaço
Na mente, sonhos de amor.

Dione Fonseca
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Distante e perto eu te amo

Distante e perto eu te amo

 Que alegria ver tua face
Mesmo sengo na intermete
E ouvir a tua voz.
 Através de microfones.
Posso sentir teu calor.
E ter doces emoções.
Meu coração acelera.
 Quando teus olhos me fitam.
 E o som de teus lábios
Tornam-se um beijo.
 O soam aos meus ouvidos
 Preenche meu corpo de risos.
 Minha mente sonha com reencontros.
 Onde a saudade não existe.
 Nem a distancia reina.
 Apenas dois enamorados vivendo.
 O amor que dentro do peito temos.
 Que lindo assim ser e este amor poder viver.
  Nas telas de um PC se longe estamos.
Alimentamos a chama do amor.
 Neste carinho magico e único.
 De dois seres que se amam.
 E o destino realiza encontros.
 E eterniza esta chama.
 Apenas o amor perdura na espera.
 E o destino conspira
 Pela união de quem tanto ama.
 Dione Fonseca


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segunda-feira, 20 de abril de 2015

PEDRAS


Silenciosas e imóveis amadas pedras.
No seu calar lição de vida aprendo.
Criadas para servir e embelezar.
Nunca um obstáculo
Soluções a ser encontradas
Ensinas a vencer a vida.
Falas comigo em suas formas.
No leito di rio seixos se torna
Rolando no murmúrio das águas
Doce canção se torna.
Olhando tuas formas medito.
E falas ao meu espírito.
Mostrando-me caminhos pela vida.
Adaptar-me a realidade da vivida
Teus minerais em minhas veias Alimentando o meu viver.
Partes da pedra sempre vão ser,
Pedras encantadas
Do seio da terra retirado
Pelo joalheiro lapidado
Em jóia rara transformada,
Retornas a luz para o infinito.
Parece meu espírito sofrido
Se tornando chama interna
Que crepita nas incertezas vividas
Lapidada pela vida.a

Dione Fonseca 
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Flores são como a mulher.



O  final do horizonte


Quem sabe onde termina o horizonte
Que encanta meus olhos lá longe?
Quero caminhar até o final chegar.
Sabem me dizer as estradas que trilharei?
Ou quem encontrará neste doce caminho?
Meus pés ficarão doloridos na jornada que busco?
Ou irei às azas do vento olhar o firmamento?
De lá terei o final do horizonte ou ainda não terei lugar?
Quando termina minha jornada findara minha busca?
Ou u buscarei novo caminho querendo a jornada não terminar?
Olharei estrelas e sonharei ou nelas irei morar?
Estranho são os caminhos,...
A jornada há muito quero terminar.
Não sei para onde vou nem como lá chegar.


Dione Fonseca ( Mamuzinha)



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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Poetas são como a Fênix


Poetas são como a Fênix

Poeta se cala, mas sua alma tumultua. E ressurge como a Fênix das cinzas mais belas com mais conteúdo. Suas lágrimas outras dores cura
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Prece da saudade


A saudade vem de mansinho
Cedinho me acordar
Dizendo aos meus sentidos
Quero com você falar
Meus olhos te procuram
Minhas mãos querem te tocar
A saudade matadeira não me deixa repousar
Parece uma jandaia
Que cedo começa a chamar
Gritando pelo companheiro
Que longe dela esta
Coração acelerado
Chamando pelo meu bem
Querendo tua presença
a esperança de encontrar
Sabendo que este desejo
hoje não vai realizar
Olhando o céu azul
Uma prece sobe aos céus
Deus cuida de quem amo
Faça o sorriso em seu rosto brotar
E que seu coração possa o meu escutar
Leve o vento até ele
Meu carinho e meu amor
Que a saudade que sinto
Possa em alegria transformar
Tudo o Eterno pode
E minha oração vai escutar
Traga meu amado pra perto
Que ele seja feliz
E venha me encontrar
Que o amor que eu sinto
possa até ele chegar.
Venha logo o dia que eu possa
em seus braços repousar

Dione Fonseca 
Dione Fonseca ( Mamuzinha)
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Insônias



Insônias

A lua está dizendo adeus,
Amanhecer de novo dia
Lágrimas secam em rostos
Vencem o cansaço da à alma
O sono torna o corpo febril
Olhos que choraram na noite solitária
Corpos exauridos pela mente torturante
Que tece a teia que enrosca os sonhos
Sopra a brisa o vento gelado
Amenizado a febre e o cansaço
De almas que queimam na angústia
Sem terem o sono benfazejo
Bate o coração as amarguras dos segundos
Estrondando no ouvido moribundo
A palavra que a mente dita insana
Ao mundo a caneta palavras exclama
No caderno úmido pelas lágrimas
Que como o sereno as flores banha
Sem exalar o perfume espalha desencantos
Que na alma queimam como chama
Adormece sem sentir o descanso
Seu corpo jaz no leito
Alma perdida sem o horizonte
Que vagueia sem encontrar descanso
Dione Fonseca


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COMO VIVER LONGE DO MEU AMOR

COMO VIVER LONGE DO MEU AMOR
Com ele vivi dias de sol.
Cantei com os pássaros e voei em um céu azul de amor
Com meu amado bebi em fonte cristalina
Escutei o murmúrio do riacho a correr,
lapidando as pedras e aparando as arestas .
Minha alma a entoando uma suave canção.
Neste maravilhoso esplendor eu vivi.
Momentos que se eternizaram dentro de mim.
E canto com minha alma para você esta canção.
Na dança da vida, esta esperança,
de dias de aconchego e bonança.
De reviver esta emoção, levada a mergulhar neste mar de emoção.
Sentindo novamente seus beijos, tendo novos momentos.
Tua alma eu desejo e vejo em mim renasce
A esperança de viver meu amor com você
Vem, cantemos novamente a mesma canção
embalada pelo nosso querer.
Rompendo toda treva deixando a saudade quieta.
Vem e sinta o meu grande amor por você

Dione Fonseca 


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sweet Lie: Superando traumas

Sweet Lie: Superando traumas:                 É engraçado como a mente humana funciona. O cérebro é capaz de, ao mesmo tempo, coisas incríveis, e coisas horrendas. H... Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

A gota deslizante





A gota deslizante

Não sei se é o sereno ou lágrimas
Que pela minha face escorrem
Nos meus olhos, se confundem
O brilho das estrelas e o clarão da lua
Deslizam lentamente
Chegando à minha boca
Sinto um gosto amargo
De meu coração que soluça
O sabor salgado eu sinto
Seiva da minha pele
Ou essência da minh’alma?
Sinto saudade do som do riso
Que em minha boca aflorava
Cantiga de uma alma enamorada
Quando tinha certeza do amor do amado
Dúvidas que afloraram
E meu riso apagaram
Transformando em soluço
O contentamento afável
Tece a gota deslizante
Uma teia de histórias vividas
Neste labirinto, me perco em lembranças.
Tentando reviver sem a chave ter
Para retornar a este mundo de sonhos vividos.
Dione Fonseca
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